Archive for the ‘Interfaces tangíveis’ Category

Já tem um tempo que estou envolvido neste projeto, então resolvi escrever um pouco sobre ele aqui no blog.

Este projeto está sendo desenvolvido porque recebeu o prêmio Interações Estéticas: Residências Artísticas em Pontos de Cultura 2009 da Fundação Nacional de Artes (FUNARTE).

A idéia é criar situações onde movimentos e atitudes dos atores e também do público possam alterar os sons, música do espetáculo. Algo que já fizemos de forma mais simples na performance do Conjunto Vazio no MIP2.

O projeto, porém, não se limita a questões da interatividade. O próprio local do espetáculo é fruto de um outro trabalho de pesquisa com construções de bambu, que são naturalmente mais ecológicas e permitem a construção de ambientes “penetráveis”. Neste caso foi contruído um Domo Geodésico, como na ilustração deste post. Neste domo atores e o público poderão assistir ao espetáculo.

Nossa proposta inicial inclui sensores baseados em arduino, câmeras de visão computacional e controles do wii, como wiimote, nunchuck e wii balance board. O projeto ainda em fase de pesquisa está na coleta de informações. Para isto foi construído um framework que irá coletar dados de movimentação dos atores que posteriormente serão analizados para o desenvolvimento de gestos (gestures) e em varíaveis para alteração de som e iluminação.

No final do projeto será gerado uma documentação livre que poderá servir de referência para construção de espetáculos. Além disso todo código será disponibilizado via licensa GNU/GPL ;)

Neste projeto está envolvida uma grande equipe dirigida pelo Jaime Rodrigues, além de mim e do Marcos Paulo como designers de interação. E do André Veloso como desenvolvedor chefe.

A junção de agências, produtoras, designers e desenvolvedores gerou este resultado incrível. Uma projeção 3D interativa gigante, onde o público pode interagir em duas telas e uma mesa multitoque.

Provavelmente você já viu algum vídeo sobre projeção em 3D. Estas são projeções em altíssima resolução feitas para locais específicos, elas se aproveitam da ilusão da perspectiva para dar a impressão de que prédios estão se movendo, ou algo passando por dentro deles. Nestas projeções os detalhes arquitetônicos são desenhados no vídeo formando máscaras dentro do vídeo. Abaixo um exemplo fantástico e não interativo de 3D projection. Vídeo descoberto pelo amigo André Veloso.

Feito ontem aqui em casa com tudo improvisado (ou gambiarrado como diz o Fred), usei a câmera do próprio notebook. Azeite é a caixa, pimenta controla o pitch e cubo é o clap. Girando os objetos sobre a mesa controla-se o BPM ou intensidade. Feito com software livre, Pure Data e Reactivision.

Todos alimentos usados neste vídeo são veganos :)

Experimento sensacional, com projeção holográfica sensível ao toque. A primeira parte é feita com sensores do wii, num tracking de imagem simples, já o segundo utiliza uma técnica mais complexa de sensores à ar.

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No dia 03/09/2009 às 22:00 vou ministrar uma palestra no evento Quinta Digital. O evento acontecerá no Catado de Idéias, Rua Alves Pinto, 295, Grajaú, Belo Horizonte Mapa no Google Maps. A entrada custa R$30,00.

As primeiras 35 pessoas a se inscreverem, e pagarem, ficam no direito de assistir na sala 01, os outros ficam reservados para a sala 02. Na última palestra que aconteceu no Quinta Digital as inscrições foram encerradas com antecedência, então inscrevam-se já pelo site.

Sobre a palestra:
A partir da invenção das GUIs na década de 70 assitimos uma evolução rápida dos computadores pessoais, eles ficaram mais rápidos, mais robustos, mais baratos e cada vez mais portáteis. Porém, até que ponto esta evolução permitiu mudanças de paradigmas de experiência do usuário e interatividade? Atualmente estamos próximos de uma nova transformação. As interfaces tangíveis (ou graspables, ou multimodais) rompem com limites impostos pela imagem do computador tradicional – cpu, mouse, teclado e monitor – e permitem novos estilos de interação, por vezes mais naturais e divertidos. Conheça essas características e uma proposta de framework para criação e avaliação dessas novas interfaces.

Ainda é um projeto, mas este gadget de estudantes do curso de Interface Tangível da CIID (Copenhagen Institute of Interaction Design) pode ser a balança do futuro. Meet the Food You Eat é uma balança que ao invés de comparar pesos, compara a emissão de carbono para produzir um determinado alimento e a quantidade de árvores necessárias para neutralizar tal emissão. O projeto funciona com um motor servo e identificadores de RFID acoplados em etiquetas nos alimentos.

A um tempo atrás falei dos trabalhos na exposição Itaú Cultural de Arte Cibernética no trabalho Life Writer uma máquina de escrever era usada para gerar pequenos seres autômatos. Pois é, é possível tornar velhas ferramentas como máquinas de escrever e objetos do cotidiano em artefatos inteligentes com o uso de sensores. O hack do vídeo feito com máquina de escrever gera notas musicais em cada toque. Bem interessante e bastante simples de ser aplicado, com um teclado velho adaptado à máquina de escrever é possível obter o mesmo resultado.

Shadow Monsters

MScape Game Demo: Roku’s Reward

Free-hand spatial drawing of 3D objects

Animated Lego Digital Box at Downtown Disney Orlando

ARhrrrr – An augmented reality shooter

Wikitude AR Travel Guide

USPS Priority Mail Simulator

Meus amigos, apresento o ábaco http://www.flickr.com/photos/ansik

Meus amigos, apresento o ábaco http://www.flickr.com/photos/ansik

Quando uma pessoa digita um texto ou clica em um ícone numa GUI (pense no Windows, Linux ou MacOS como exemplo), instruções são repassadas para o computador. O computador por sua vez responde a estes estímulos de entrada através dos dispositivos de saída, como monitores e caixas de áudio. É através dos dispositivos de saída que o computador informa e solicita ações para o usuário, por exemplo o monitor é utilizado para mostrar um aviso de erro para que o usuário corrija o mesmo.

Ulmer e Ishii apontam que em interfaces tangíveis, por outro lado, não há distinção entre o dispositivo de entrada e de saída. Na mesma tradição do ábaco, ferramenta de cálculo originário da Mesopotâmia, “o ábaco não faz distinção entre a ‘entrada’ e ’saída’. Ao invés de varetas, esferas e moldura o ábaco serve como uma representação física manipulável de operações e valores numéricos abstratos.”

Nos próximos anos – e cada dia vejo mais e mais patentes sendo registradas – veremos a explosão das interfaces inspiradas no ábaco, as TUIs (Tangible User Interfaces).  Em outros termos, não adianta mudar o hardware para o multitoque ou tangível e manter os mesmos paradigmas de interação, por exemplo, podemos não precisar mais de barras de rolagem ou de menus dropdown. Voltamos à Mesopotâmia :D

Projeto bem bacana feito com Leds e sensores para o escritório de informação ao turista, o La Vitrine em Montreal.

Steven Bulhoes (vale a pena conferir o portfólio do cara), o autor do trabalho não revelou a técnica, mas é totalmente realizável com arduino, um controlador de leds, sensores, câmeras e um saco cheio de leds rgb.

Os computadores pessoais têm envolvido um ambiente de escritório em que você senta em seu traseiro, movendo apenas apenas seus dedos, entrando e recebendo informação censurada pela sua mente alerta. Isso não é sua vida toda, provavelmente nem mesmo a melhor parte. Nós precisamos pensar mais em seu corpo, em servir em mais lugares, e transformar a expressão física em informação.
(O’Sullivan e Igoe, 2004 no livro Physical Computing)

É mais ou menos isso, trabalhamos 8 horas por dia movendo apenas os dedos e o resto das nossas vidas não tem qualquer valor informacional. Mas, estamos prestes a assistir uma nova evolução das interfaces, assim como aconteceu no desenvolvimento das GUI (interface gráfica do usuário), que trocou as antigas e complexas interfaces de linha de comando por metáforas visuais mapeadas no monitor.

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(Clique para ampliar) Novas interfaces que irão mudar a forma como interagimos com computadores

Por enquanto ainda são modestas as inovações no cotidiano. A realidade aumentada aparece mais como um hype tecnológico, um brinquedo para sites com bonecos em 3D. Porém, dentro de alguns anos a coisa mudará rapidamente e os computadores serão capazes de entender e interpretar o mundo, os objetos e as pessoas. Provavelmente essas mudanças também implicarão em alterações na forma como trabalhamos e convivemos com a tecnologia.

Para ilustrar o peso da mudança que iremos testemunhar em breve deixo um vídeo da Apple sobre o lançamento do Macintosh (sim! o primeiro), naquela altura a Apple estava prestes a lançar um computador que iria definir o que entendemos por interface GUI até os dias de hoje. Estava tudo lá, desktop, janelas, ícones, menus e apontador. Bom e como a Apple sabe como ninguém cooptar a contracultura de Orwell, a déspota em questão era a IBM e sua linha de comando, enfim, assistam…

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