Archive for the ‘Design de experiência’ Category


Você deve estar se perguntando o que este post tem a ver com design? Calma! Skank é uma banda que investiu bastante o último ano em internet e mobile, eles foram a primeira banda brasileira a ter um aplicativo iPhone, também a primeira a ter uma web rádio com músicas escolhidas pelos fãs e pelos integrantes da banda. Eles ganharam o prêmio inicitiva da Multishow devido sua forte presença na web. Mas, este é apenas um dos resultados positivos para o Skank, a consolidação da banda através da internet é impressionante, criou-se um canal direto entre banda e fãs. Eu tive o prazer de participar do projeto na Aorta, onde fui coordenador de criação web e mobile, lá projetamos e criamos as interfaces da web rádio, do aplicativo iPhone e dos perfis da banda em redes sociais como twitter e myspace. Taí a prova de que hoje em dia ter presença na web é muito mais que criar um website ou perfil isolado em redes sociais.

Se você trabalha ou estuda design de interação, sabe que é sempre bom marcar presença nos eventos da área. Eu gosto por dois principais motivos: primeiro pela atualização constante que é mais que necessária nesta área onde tudo corre muito rápido e segundo pelo network que se cria nesses eventos. Então vou indicar alguns, além do Quinta Digital onde vou palestrar, é claro :)

  • 4º Congresso Internacional de Design da Informação (CIDI)
    9-12 de Setembro, 2009, Rio de Janeiro, SP
    Evento já tradicional da área organizado pela Sociedade Brasileira de Design da Informação e que sempre traz uma boa programação. Nunca fui, mas parece que vale a pena.
  • 9º Ergodesign, 9º Usihc
    14-17 de Setembro, 2009, Curitiba, PR
    Se você estuda usabilidade e ergonomia este é um evento recomendado. Serão abordados assuntos específicos de ergonomia e usabilidade, como segurança, facilidade de uso, design defensivo, acessibilidade e metodologias como testes com usuários e análise heurística.
  • Simpósio de Computação Aplicada
    22-25 de Setembro, 2009, Passo Fundo, RS
    Evento mais na área de Ciências da Computação. O evento conta com apoio da SBC (Sociedade Brasileira de Computação). É um evento interessante para se submeter artigos, e sua programação é na maior parte apresentações de trabalhos.
  • 3º Encontro Brasileiro de Arquitetura da Informação (EBAI)
    2 e 3 Outubro, 2009, São Paulo, SP
    Este é o único evento da lista que já fui. Sinceramente achei médio, há muitas palestras comerciais. Senti falta de pesquisa com usuário, e vi muito mais uma preocupação com padrões e abordagens focadas na criação de wireframes.
  • 3º Simpósio Nacional de Tecnologia e Sociedade
    10-13 de Novembro, 2009, Curitiba, PR
    A área que o evento cobre também é vasta e subdividida em grupos temáticos, incluindo um de Design de Interação. O evento tem como proposta traçar discussões sobre tecnologia que levem em consideração a política, a economia e o social.
  • Interaction Design South America
    26-28 de Novembro, 2009, São Paulo, SP
    Esse é um evento do IDxA (Interaction Design Association) e, em outras palavras, é o primeiro evento dedicado a design de interação, ou pelo menos com uma proposta assim tão clara. É a primeira edição do evento e já teremos ótimos palestrantes brasileiros e de outros países.

Projeto da amiga Vanessa de Michelis e foi apresentado na 6ª Conferência de “Sound and Music Computer” em Portugal. Trata-se de um projeto onde foi gravado uma rota no GPS e no caminho foram captados 4 camadas diferentes de áudio, incluindo barulhos debaixo da água e vibrações. O usuário pode navegar no mapa para frente e para trás, escutando os registros sonoros através de um Wiimote. O resultado final é uma espécie de geografia emocional, onde no lugar de dados estatísticos ficam registrados sons das locações.

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Provavelmente você já viu essa imagem. Olhe a diferença do que o cliente pediu para o que ele realmente precisava.

DCU (Design Centrado no Usuário) é uma disciplina que une áreas distintas como psicologia cognitiva, design e usabilidade. Em geral, quando um projeto é desenvolvido, a equipe de design e o planejamento possuem uma visão do que deveria ser e como deveria funcionar um determinado sistema ou produto, chamamos isto de modelo mental. O usuário – em última instância o cliente final – por sua vez, tem outra visão de como deveria funcionar um sistema, ele possui assim um outro modelo mental. Os modelos mentais, num processo de design tradicional, não se comunicam diretamente, a única ligação entre os dois é através da imagem do sistema – o produto propriamente dito, porém o designer nunca recebe feedback adequado do uso do produto. O grande problema é que modelos mentais não são tão fáceis de serem extraídos, em geral tanto usuários quanto designers não conseguem exprimir seus modelos mentais de forma organizada, as metodologias de DCU fazem parte deste esforço.

Entrevista em profundidade é uma das metodologias de DCU, esta difere das “pesquisas de opinião” que geralmente vemos por aí, onde geralmente se pergunta o que o usuário acha sobre alguma coisa e quais conteúdos ou recursos seriam interessantes. Veja bem na ilustração, o que o cliente descreve como necessidade, nem sempre é o que ele realmente precisa - ou gostaria. Nielsen costuma dizer que os usuários não sabem o que querem, eu acho que alguns momentos sim, outros não. O fato é que não podemos nos apoiar em perguntas supostamente objetivas para nos sentirmos confortáveis sobre o processo de DCU.

A forma mais adequada de gerar requisitos é entender os problemas de interação atual, o contexto de uso e as necessidades do usuário. Em geral quando um usuário é perguntado sobre o que quer ele tende a dar uma resposta de coisas que ele pensa ser útil, mas que no dia-a-dia de acordo com seu perfil e situação de uso, não será nem mesmo utilizado. Por exemplo: um cliente pode dizer que gostaria de um conteúdo com boas animações em flash em 3D, mas no fundo ele mesmo não vai acessar por que demora a carregar e o enjoa demais. Sendo assim, o especialista através da análise das entrevistas, em conjunto com outras metodologias, é capaz de gerar os requisitos corretos. Por isto, é importante buscar contornar este problema, procurando fazer perguntas indiretas, no lugar de “o que você quer no novo site?” perguntar: “que tipo de site você visita?”, “Qual conteúdo você busca nestes sites?”, além de perguntar sobre o perfil  – é do tipo conservador? gosta de viagens? qual seu hobby? – e situação de uso.

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No dia 03/09/2009 às 22:00 vou ministrar uma palestra no evento Quinta Digital. O evento acontecerá no Catado de Idéias, Rua Alves Pinto, 295, Grajaú, Belo Horizonte Mapa no Google Maps. A entrada custa R$30,00.

As primeiras 35 pessoas a se inscreverem, e pagarem, ficam no direito de assistir na sala 01, os outros ficam reservados para a sala 02. Na última palestra que aconteceu no Quinta Digital as inscrições foram encerradas com antecedência, então inscrevam-se já pelo site.

Sobre a palestra:
A partir da invenção das GUIs na década de 70 assitimos uma evolução rápida dos computadores pessoais, eles ficaram mais rápidos, mais robustos, mais baratos e cada vez mais portáteis. Porém, até que ponto esta evolução permitiu mudanças de paradigmas de experiência do usuário e interatividade? Atualmente estamos próximos de uma nova transformação. As interfaces tangíveis (ou graspables, ou multimodais) rompem com limites impostos pela imagem do computador tradicional – cpu, mouse, teclado e monitor – e permitem novos estilos de interação, por vezes mais naturais e divertidos. Conheça essas características e uma proposta de framework para criação e avaliação dessas novas interfaces.

Vira e mexe alguém pergunta sobre cursos de Design de Interação. Bem, eu separei alguns que gosto bastante no Brasil e no mundo para vocês darem uma olhada.

No Brasil:

No mundo:

Dicas através dos comentários (update):

Muitas vezes temos problemas na hora de prototipar artefatos que envolvem interação com o mundo físico. Como há a necessidade de se testar antes de produzir alguns estilos de interação, selecionei aqui alguns exemplos de como materializar rapidamente idéias interativas.

Som controlando iluminação no led via arduino e processing. Este foi um projeto que fiz para simular um ambiente onde o barulho gerado pelo público (ex: boate) pode alterar a iluminação.

Lego Mindstorms. Uma alternativa de fácil desenvolvimento para trabalhar com sensores e atuadores.

Teclado vira bateria estilo rock band.

Neste projeto foi utilizada uma tablet wacom e duas canetas (um lado da borracha e um lado da ponta da caneta), os dados X e Y eram coletados por um software que gravava e reproduzia um áudio vinculado à posição.

Multitouch com CCV e caixa de papelão. Taí uma forma de fazer um PAD multitouch com o que você tem aí na sua casa agora mesmo! Tutorial

Projeto realizado no curso de design de interação do instuto Faber Ludens Jogo de Luta com pad do Dance Dance Revolution.

Memorial da Guerra do Vietnã, listagem não-convencional.

Memorial da Guerra do Vietnã, listagem não-convencional.

Ao contrário do que se pensa, a arquitetura da informação apesar de facilitar a organização e sistematização do conteúdo, não se limita apenas a esse campo. Um conteúdo específico pode ter uma organização que permite uma identificação afetiva, desencadeando uma experiência única. Natham Shredoff, autor do livro Experience Design, nos dá um exemplo muito interessante, o do memorial da guerra do Vietnã em Washington, Estados Unidos. Neste monumento, as vítimas da guerra tiveram seus nomes organizados pela ordem de falecimento, dessa forma companheiros que morreram juntos tinham nomes próximos uns dos outros. O mesmo resultado não seria possível se os nomes estivessem em ordem alfabética ou por categoria. Neste caso está claro que o design de informação transformou meros dados (quantidade e nome de pessoas mortas) em informação com impacto emocional muito grande.

Consegui uma conta no PrEmo, ferramenta para avaliação de design emocional. Resolvi fazer um teste com a ferramenta. Várias coisas estão em inglês e não é possível traduzir, portanto sei que os dados podem ter uma grave distorção. Mesmo assim, resolvi testar a ferramenta. A avaliação é sobre software livre e sistemas operacionais. Por favor participem do experimento, é anônimo e lembrem-se de ligar as caixas de som! Assim que obtiver os resultados colocarei aqui no blog.

Projeto bem bacana feito com Leds e sensores para o escritório de informação ao turista, o La Vitrine em Montreal.

Steven Bulhoes (vale a pena conferir o portfólio do cara), o autor do trabalho não revelou a técnica, mas é totalmente realizável com arduino, um controlador de leds, sensores, câmeras e um saco cheio de leds rgb.