Archive for the ‘Design de experiência’ Category

Desde o dia 30 de Setembro o Google está liberando alguns convites para o Google Wave. Enquanto isso, resolvi colocar aqui minhas primeiras impressões sobre o software.

A interface tem aqueles fundamentos do Google que tanto fazem sucesso. É rápida, bonita, sem destrair o olhar e dessa vez bastante inovadora e ousada nos estilos de interação. Botões que abrem campos ocultos, links nos rodapés dos waves para gerar replies, scroll baseado no Picasa, entre outros detalhes.

O Gmail funciona em exatidão de minutos ou segundos, o Wave funciona praticamente em tempo real, criar um wave e ir adicionando amigos é muito divertido e me pareceu ser algo bem menos “pesado” psicologicamente que escrever um email. Me pareceu mais humano também, já que se escolhe as pessoas pelas fotos e não por endereços @. Ah! não procure por Gtalk ou email, Wave é Wave, eles não estão presentes no Wave, não existe mais distinção entre chat e email neste caso, porque tudo acontece em tempo real. Enquanto um email é estático, um wave é um work in progress pra sempre, você pode adicionar jogos, imagens, comentários a um wave, tudo sempre em tempo real.

home

Página inicial

Uma coisa que estranhei foi o scroll utilizado. É um modelo semelhante ao utilizado no aplicativo do Picasa. Me pareceu bem estranho e não consegui ainda ver vantagens no uso do mesmo.

As extensões ainda são poucas, mas já dão uma visão do que poderá ser feito do Wave daqui para frente. Gostei muito da extensão abaixo para convidar amigos para eventos. Outras disponíveis incluem mapas, video conferência, sudoku e clima. Essas extensões permitem a realização de decisões em conjunto de forma rápida e em tempo real. Lembrando que o Google liberou uma API para o Wave, onde qualquer pessoa pode criar seu aplicativo. Imagino que daqui uns meses será possível criar focus groups, apresentações online e design participativo usando a ferramenta. Com certeza vem muita coisa inovadora por aí. :)

aplicativo

Extensão muito útil para utilizar em reuniões ou encontros

Quer ver mais? Solicite seu convite e veja o vídeo de demonstração abaixo.

Taí um projeto que me orgulho de ter feito parte. Trabalhei na direção de arte e design de experiência do player web, aplicação iPhone e na customização de redes sociais. Um belo case de inserção digital de uma banda já consagrada. O que rendeu o prêmio de iniciativa na Multishow.

Skank e utilização das novas mídias

Um dos usos mais interessante de realidade aumentada / misturada que já vi até o momento. O problema ainda acredito ser no hardware, óculos (HMDs) com telas transparentes com displays leves e confortáveis, de resto praticamente tudo já é possível com nível que já temos de GPS, acelerômetros e reconhecimento de padrões.

Da descrição no YouTube:

This concept allows to you to experience immersion and effortless navigation in new ways. New types of interactions involving near-to-eye displays, gaze direction tracking, 3D audio, 3D video, gesture and touch. Through these new types of social linkages people will be connected in innovative ways between the physical and digital worlds.

Seção de Card Sorting dentro de uma seção de Work Sorting

Sessão de Card Sorting dentro de uma sessão de Work Sorting

Eu tenho trabalhado em parceria com o amigo Marcos Paulo em consultorias em Design Centrado no Usuário. Nestes projetos já enfrentamos muitas barreiras, já que a disciplina ainda é relativamente nova muitos clientes têm uma certa resistência em incluir DCU em seus projetos. Isto de uma forma ou de outra conseguimos contornar apresentando estudos de ROI (Retorno sobre o Investimento) e explicando a importância do design de interação.

Um outro problema recorrente é a falta de verba – ou ausência da mesma :/ . Já existem pessoas pensando em métodos agile de design de interação, mas mesmo assim muitas vezes o custo ainda pesa. Pensamos então em adaptar uma técnica que pudesse no mínimo possível de tempo levantar a maior quantidade de requisitos possíveis. Decidimos que precisávamos criar uma nova. Juntando idéias, chegamos no Work Sorting.

Ok, mas como realmente funciona o Work Sorting?

Work Sorting é um técnica desenvolvida para projetos de pequeno porte, que objetiva levantar o máximo possível de dados em poucas sessões e com a participação de voluntários simultâneos. A técnica é um misto entre entrevistas não-estruturadas, grupo focal, card sorting e design participativo.

A técnica é dividida em três partes:

  • A primeira parte consiste em um quebra-gelo, onde são feitas perguntas sobre o perfil de cada usuário e são levantadas algumas questões sobre o uso do produto em questão.
  • A segunda parte consiste na realização do card sorting, onde cada participante organiza individualmente as cartas de conteúdo e cria grupos onde estas cartas devem permanecer. O card sorting é individual, porém é realizado num grupo de foco, simultâneamente. Os participantes podem trocar experiências, mas mantendo suas decisões pessoais. O card sorting tem o papel de entender como o usuário imagina a arquitetura de um produto.
  • Na terceira e última parte o participante é convidado a desenhar algumas telas, escolhendo 2 a 3 grupos, incluindo a página inicial. Este desenho é um rascunho esquematizado, onde são observados alguns interesses e preferências do usuário.

Aí está o vídeo gravado ontem na minha palestra na Quinta Digital. O Quinta Digital é uma iniciativa muito legal do Alexandre da Bolt de trazer discussões sobre o mundo digital e comunicação, ontem estavam presentes 55 pessoas, um público ótimo para o espaço. Aguardo críticas e sugestões. Lembrando que a Quinta Digital continua, vem aí ainda mais três palestrantes este ano 1 de Outubro Matt Montenegro, 5 de Novembro Simone Nogueira e 3 de Dezembro Luli Radfahrer.

Tenho notado problemas graves de interação e usabilidade em academias, ao mesmo tempo andei pensando em algumas soluções que gostaria de compartilhar com os(as) leitores(as) deste blog. Como na verdade a lista foi ficando muito grande, então resolvi colocar apenas um item.

anilhas

Um tipo de anilha com boa usabilidade.

Confusão com anilhas
As anilhas – aqueles pesos de montar – têm sérios problemas de uso. Geralmente são feitas totalmente em metal e o seu peso vem inscrito em alto relevo. Não há diferenciação de cor e alguns possuem tamanho bem próximo. Como pessoas baixas, altas, magras e gordas manipulam os pesos, há problemas na hora de pegar os pesos, já que muitas vezes não possuem boa conformação para serem pegas à mão. Em muitos momentos as pessoas também precisam pegar uma anilha que não está no seu raio de visão, ou seja, elas não conseguem ler o valor impresso no peso. Os descansos também só tem números impressos que muitas vezes ficam escondidos e impossíveis de ler.

Minha sugestão: diferenciar pesos por cores. Cores mais frias e claras são pesos mais leves, cores mais escuras e quentes são para os pesados. Além disso poderia se diferenciar pesos por textura. Texturas finas para leves e texturas grossas para pesados. Isso é apenas uma observação, sem uma análise profunda, com certeza se fosse dedicado tempo a pesquisar este tipo de artefato inúmeros novos problemas apareceriam. As anilhas da foto são muito boas, têm boa ergonomia e cores diferenciadas. O problema é que as cores são aleatórias e o suporte poderia ter pinos com cores diferentes também, assim o peso vermelho deveria encaixar no pino vermelho.

Isso é só um exercício que demonstra como o design de interação pode ir além da web, e mesmo fazer parte também do desenvolvimento de produtos analógicos e para serviços. Apesar que pensei em uma solução de realidade aumentada nos espelhos que seria fantástico, facilitaria e tornaria mais prazeirosa a malhação :) Mas, isso já é outra história.

A revista Webdesign desse mês aborda a Análise Heurísitica, uma técnica de inspeção de usabilidade muito utilizada por designers de interação. Vale a pena dar uma olhada na edição que conta com a participação de duas pessoas daqui de Belo Horizonte: Karine Drummond e Eduardo Loureiro. A reportagem mostra as vantagens da aplicação da técnica e os claros retornos (ROI) que esta oferece. A AH é mais econômica do que os testes com usuários, mas que também possui suas limitações, que são discutidas na matéria. Dá uma passada na banca e pega lá.


Você deve estar se perguntando o que este post tem a ver com design? Calma! Skank é uma banda que investiu bastante o último ano em internet e mobile, eles foram a primeira banda brasileira a ter um aplicativo iPhone, também a primeira a ter uma web rádio com músicas escolhidas pelos fãs e pelos integrantes da banda. Eles ganharam o prêmio inicitiva da Multishow devido sua forte presença na web. Mas, este é apenas um dos resultados positivos para o Skank, a consolidação da banda através da internet é impressionante, criou-se um canal direto entre banda e fãs. Eu tive o prazer de participar do projeto na Aorta, onde fui coordenador de criação web e mobile, lá projetamos e criamos as interfaces da web rádio, do aplicativo iPhone e dos perfis da banda em redes sociais como twitter e myspace. Taí a prova de que hoje em dia ter presença na web é muito mais que criar um website ou perfil isolado em redes sociais.

Se você trabalha ou estuda design de interação, sabe que é sempre bom marcar presença nos eventos da área. Eu gosto por dois principais motivos: primeiro pela atualização constante que é mais que necessária nesta área onde tudo corre muito rápido e segundo pelo network que se cria nesses eventos. Então vou indicar alguns, além do Quinta Digital onde vou palestrar, é claro :)

  • 4º Congresso Internacional de Design da Informação (CIDI)
    9-12 de Setembro, 2009, Rio de Janeiro, SP
    Evento já tradicional da área organizado pela Sociedade Brasileira de Design da Informação e que sempre traz uma boa programação. Nunca fui, mas parece que vale a pena.
  • 9º Ergodesign, 9º Usihc
    14-17 de Setembro, 2009, Curitiba, PR
    Se você estuda usabilidade e ergonomia este é um evento recomendado. Serão abordados assuntos específicos de ergonomia e usabilidade, como segurança, facilidade de uso, design defensivo, acessibilidade e metodologias como testes com usuários e análise heurística.
  • Simpósio de Computação Aplicada
    22-25 de Setembro, 2009, Passo Fundo, RS
    Evento mais na área de Ciências da Computação. O evento conta com apoio da SBC (Sociedade Brasileira de Computação). É um evento interessante para se submeter artigos, e sua programação é na maior parte apresentações de trabalhos.
  • 3º Encontro Brasileiro de Arquitetura da Informação (EBAI)
    2 e 3 Outubro, 2009, São Paulo, SP
    Este é o único evento da lista que já fui. Sinceramente achei médio, há muitas palestras comerciais. Senti falta de pesquisa com usuário, e vi muito mais uma preocupação com padrões e abordagens focadas na criação de wireframes.
  • 3º Simpósio Nacional de Tecnologia e Sociedade
    10-13 de Novembro, 2009, Curitiba, PR
    A área que o evento cobre também é vasta e subdividida em grupos temáticos, incluindo um de Design de Interação. O evento tem como proposta traçar discussões sobre tecnologia que levem em consideração a política, a economia e o social.
  • Interaction Design South America
    26-28 de Novembro, 2009, São Paulo, SP
    Esse é um evento do IDxA (Interaction Design Association) e, em outras palavras, é o primeiro evento dedicado a design de interação, ou pelo menos com uma proposta assim tão clara. É a primeira edição do evento e já teremos ótimos palestrantes brasileiros e de outros países.

Projeto da amiga Vanessa de Michelis e foi apresentado na 6ª Conferência de “Sound and Music Computer” em Portugal. Trata-se de um projeto onde foi gravado uma rota no GPS e no caminho foram captados 4 camadas diferentes de áudio, incluindo barulhos debaixo da água e vibrações. O usuário pode navegar no mapa para frente e para trás, escutando os registros sonoros através de um Wiimote. O resultado final é uma espécie de geografia emocional, onde no lugar de dados estatísticos ficam registrados sons das locações.