Archive for the ‘Design gestual’ Category

Como havia prometido, vou manter aqui alguns relatos do projeto Domus, desta vez resolvi editar um vídeo curto mostrando como foi nossa primeira fase de pesquisa e coleta de padrões de movimento. Nosso propósito nesta fase foi criar um framework para capturar os dados de movimentos usuais em circos, capaz de gerar um log gráfico e com números sobre o posicionamento do Wiimote. Com esses dados gravados no formato WAV em múltiplos canais conseguimos utilizar mais tarde esses dados até para geração de simulações em 3D dos movimento dos atores.

Outro objetivo nesta fase foi identificar nos movimentos dos atores formas mais coerentes e convenientes de se utilizar o wiimote, percebemos que é possível utilizar o wiimote em barras e malabares, sem ter muito problemas com equilíbrio. Por outro lado encontramos barreiras como o pouco alcance do bluetooth, sendo assim necessário a instalação de uma antena capaz de amplificar o sinal bluetooth. Percebemos também que os movimentos mais bruscos são facilmente identificáveis nos gráficos, enquanto os mais constantes geram padrões bem definidos que podem ser utilizados para algoritmos de gestures. Sendo assim, decidimos que os movimentos poderão a princípio ser usados de acordo com sua velocidade, intensidade e gestos específicos também poderão ser utilizados para disparo de samples pré-definidos.

O vídeo abaixo ilustra um pouco como o framework de captura funciona. Ele foi desenvolvido pelo André Veloso em Pure Data e Glovepie, ambos softwares livres muito poderosos. O Gloove Pie se conecta aos controles wiimote e repassa os dados em OSC para o Pure Data que gera os logs em WAV de multipistas.

Já tem um tempo que estou envolvido neste projeto, então resolvi escrever um pouco sobre ele aqui no blog.

Este projeto está sendo desenvolvido porque recebeu o prêmio Interações Estéticas: Residências Artísticas em Pontos de Cultura 2009 da Fundação Nacional de Artes (FUNARTE).

A idéia é criar situações onde movimentos e atitudes dos atores e também do público possam alterar os sons, música do espetáculo. Algo que já fizemos de forma mais simples na performance do Conjunto Vazio no MIP2.

O projeto, porém, não se limita a questões da interatividade. O próprio local do espetáculo é fruto de um outro trabalho de pesquisa com construções de bambu, que são naturalmente mais ecológicas e permitem a construção de ambientes “penetráveis”. Neste caso foi contruído um Domo Geodésico, como na ilustração deste post. Neste domo atores e o público poderão assistir ao espetáculo.

Nossa proposta inicial inclui sensores baseados em arduino, câmeras de visão computacional e controles do wii, como wiimote, nunchuck e wii balance board. O projeto ainda em fase de pesquisa está na coleta de informações. Para isto foi construído um framework que irá coletar dados de movimentação dos atores que posteriormente serão analizados para o desenvolvimento de gestos (gestures) e em varíaveis para alteração de som e iluminação.

No final do projeto será gerado uma documentação livre que poderá servir de referência para construção de espetáculos. Além disso todo código será disponibilizado via licensa GNU/GPL ;)

Neste projeto está envolvida uma grande equipe dirigida pelo Jaime Rodrigues, além de mim e do Marcos Paulo como designers de interação. E do André Veloso como desenvolvedor chefe.

Feito ontem aqui em casa com tudo improvisado (ou gambiarrado como diz o Fred), usei a câmera do próprio notebook. Azeite é a caixa, pimenta controla o pitch e cubo é o clap. Girando os objetos sobre a mesa controla-se o BPM ou intensidade. Feito com software livre, Pure Data e Reactivision.

Todos alimentos usados neste vídeo são veganos :)

Aí está o vídeo gravado ontem na minha palestra na Quinta Digital. O Quinta Digital é uma iniciativa muito legal do Alexandre da Bolt de trazer discussões sobre o mundo digital e comunicação, ontem estavam presentes 55 pessoas, um público ótimo para o espaço. Aguardo críticas e sugestões. Lembrando que a Quinta Digital continua, vem aí ainda mais três palestrantes este ano 1 de Outubro Matt Montenegro, 5 de Novembro Simone Nogueira e 3 de Dezembro Luli Radfahrer.

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No dia 03/09/2009 às 22:00 vou ministrar uma palestra no evento Quinta Digital. O evento acontecerá no Catado de Idéias, Rua Alves Pinto, 295, Grajaú, Belo Horizonte Mapa no Google Maps. A entrada custa R$30,00.

As primeiras 35 pessoas a se inscreverem, e pagarem, ficam no direito de assistir na sala 01, os outros ficam reservados para a sala 02. Na última palestra que aconteceu no Quinta Digital as inscrições foram encerradas com antecedência, então inscrevam-se já pelo site.

Sobre a palestra:
A partir da invenção das GUIs na década de 70 assitimos uma evolução rápida dos computadores pessoais, eles ficaram mais rápidos, mais robustos, mais baratos e cada vez mais portáteis. Porém, até que ponto esta evolução permitiu mudanças de paradigmas de experiência do usuário e interatividade? Atualmente estamos próximos de uma nova transformação. As interfaces tangíveis (ou graspables, ou multimodais) rompem com limites impostos pela imagem do computador tradicional – cpu, mouse, teclado e monitor – e permitem novos estilos de interação, por vezes mais naturais e divertidos. Conheça essas características e uma proposta de framework para criação e avaliação dessas novas interfaces.

Laser tag

Gravei esse vídeo na minha casa-laboratório ontem à noite. Laser tag é um projeto muito bacana do Graffiti Research Lab, um grupo de graffiti que tem pesquisado formas não convencionais de fazer graffiti. O projeto é feito em Open Frameworks. Legal que o projeto é open source, ou seja o código está aberto para quem quiser trabalhar nele.

Você na sua casa se tem um projetor, uma canetinha laser (dessas de apresentação) e uma webcam pode brincar de grafitar sua parede. Basta baixar o software na página do criador, e seguir as instruções:

  1. Depois de instalado o software no windows ou macos, configure o seu monitor e projetor com a mesma resolução, e configure o projetor para extender sua área de trabalho;
  2. Aperte “f” para ficar com o software em fullscreen;
  3. Aperte “espaço” e na tela da esquerda do computador arraste o contorno para cima da borda da projeção;
    Camera-Alignment
  4. Aperte “espaço” de novo para sumir a borda;
  5. Agora é só configurar o “tracking” para a cor da sua caneta laser e mandar ver nos tags;
  6. ATENÇÃO: A LICENÇA DESSE SOFTWARE NÃO PERMITE USO PARA FINS DE PUBLICIDADE OU PROMOÇÃO.

Recomendações: Use uma câmera com bom framerate, eu usei uma philips SPC900, a mesma que uso para tela multitoque.

Ontem tive a oportunidade de dar uma palestra para pessoas do grupo ALADIM (Alfabetização e Letramento em Ambientes Digitais Interativos Multimodais) e 1maginari0, na UFMG a convite da Marilia Bergamo, minha orientadora no projeto de pós-graduação da PUC. Os dois grupos tem desenvolvido um trabalho muito interessante na área de “novas” interfaces, no caso do ALADIM para educação e do 1maginari0 na exploração da linguagem digital, principalmente voltado para as artes. Fazem parte do grupo estudantes e professores de diversas áreas como Letras, Educação, Belas Artes e Ciências da Computação.

Apresentei o tema da minha (quase pronta) monografia “Além do Mouse e Teclado: Novos Paradigmas de Experiência do Usuário”. A apresentação deu uma geral sobre a evolução das interfaces, desde a revolução das GUIs até às interfaces tangíveis (e graspables). Ficou claro que desde a invenção das GUIs na década de 70 pouco foi alterado em sua essência até hoje, tanto na interface física (mouse, teclado e monitor) como na interface gráfica dos sistemas operacionais. Em seguida demonstrei algumas características das novas interfaces e apresentei uma proposta de framework para avaliação e criação de novas propostas. Ilustrei a palestra com vídeos de exemplos dos meus experimentos e de projetos pelo mundo que tenho publicado aqui no blog. O @vamoss sugeriu de disponibilizar a apresentação, porém em geral só faço apresentação com “figurinhas” e deixo as explicações para serem feitas verbalmente, acho que assim fica mais instigante.

De qualquer forma assim que terminar a mono, vou disponibilizá-la aqui no site. Ok?

Não, essa não é uma maravilha tecnológica retro futurista da Modern Mechanix. Junto com a nova versão 10 (ainda em Beta) do Opera foi lançado o face gestures. Para usar essa maravilha basta uma webcam e começar a fazer careta para navegar.*

Computação física na década de 30 :)

Computação física na década de 30 :)

Li recentemente o livro Designing Gestural Interfaces do Dan Saffer (aquele do Designing Interactions). Uma das coisas que ele coloca como barreira para o design gestual é o fato de você parecer um bobalhão. Fora outros pontos importantes relacionados principalmente à ergonomia. (Eu ainda não testei o Opera Face Gestures, mas se for como no vídeo acho que meu rosto vai ficar doendo depois de um tempo ehehhe.)

De qualquer forma o design gestual ainda é muito incipiente e iniciativas como do Opera são de extrema importância. De certa forma é natural que os movimentos ainda sejam caricatos, pois a visão computacional, tecnologia capaz do reconhecimento de movimentos, ainda está em processo de amadurecimento. Sem dúvida nos próximos anos o que veremos é uma apuração rápida dessas aplicações gestuais.

Caí no 1º de Abril atrasado…

Valeu Diego por avisar :P


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