Archive for the ‘Design de interação’ Category

Muito tempo sem um post, né? Me desculpem, mas o mestrado está me ocupando bastante tempo da minha vida. De qualquer forma venho trazer uma boa novidade, principalmente para quem é de Belo Horizonte.

A partir deste ano o curso que dou aula, Design de Interação no IEC Puc Minas, abrirá os trabalhos de prototipação para o público em geral conhecer novas ideias e propostas. Ou seja, você poderá conferir não apenas a apresentação dos trabalhos dos meus alunos, como poderá brincar um pouco com os protótipos funcionais que estarão disponíveis durante o evento. Também é uma ótima oportunidade para conhecer o curso, os alunos e trocar umas boas ideias sobre Design de Interação.

O evento acontece dia 19/10 à partir das 7:00 (programação em breve aqui). No auditório do IEC PUC Minas (Av. Brasil, 2.023, auditório do 6º andar, Praça da Liberdade, Belo Horizonte, MG).

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Para aproveitar o clima, segue dois trabalhos que se destacaram nas últimas turmas que dei aula.

Aguardo vocês lá!

Trabalhos que serão apresentados:
- Mo.Me. Um app para iPhone de compartilhamento de “momentos”
- Totem para compra rápida de viagens de ônibus
- Golfts. Checkin pelo iPhone para seus vôos, que podem lhe render brindes.
- Totem de consulta sobre livros. Saiba mais sobre o livro que quer comprar, encontre informações e leituras relacionadas.
- Personal Training Digital. Um sistema de acompanhamento e relacionamento com seu personal trainer.

Aproveitando o texto que escrevi em resposta a uma pergunta no fórum de Arquitetura da Informação, enumerei 5 motivos para ir ao evento Interaction South-America’11 que acontece em Belo Horizonte em Dezembro/2011. IMHO é o evento mais importante de Interaction Design da América Latina. Ah! as inscrições estão abertas em preços promocionais!

1. Palestras de pessoas de Interaction Design / UX mais bacanas da área:

2. Oficinas onde você poderá atualizar seus conhecimentos em IxD/UX.

3. Apresentação de papers (ou ainda você pode apresentar o seu) nessa área abrangente que é IxD / UX.

4. O Design Challenge que é uma ótima oportunidade de trabalhar com projetos experimentais e mostrar que pode desenvolver soluções de design em pouco tempo.

5. Ver/participar da exposição de arte e demos, onde teremos espaço bem aberto ao futuro da interação.

Para reforçar a importância do evento lembro que  é organizado pelo IxDA Interaction Design Association, com apoio da Sociedade Brasileira de Computação. Além ter patrocinadores e apoiadores notáveis como Google, Interaction-Design.org, etc

Seguindo um tópico criado na lista do curso Design de Interação do IEC PUC Minas, resolvi escrever aqui um post com alguns livros básicos. Espero que esta contribuição possa ajudar aqueles(as) que estão começando. Acho que nem preciso dizer o quanto é importante a leitura, muitas vezes ouço as pessoas falarem que design é prática e não leitura, eu discordo design é prática e leitura faz parte dessa prática. Outro ponto legal da leitura é que te faz refletir sobre seus projetos de uma maneira mais distanciada, muitas vezes acabamos imersos nos projetos e fica difícil ter uma opinião crítica sobre nosso trabalho.

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O Design do Dia-a-Dia, Donald Norman.
Ótimo livro, leve e de leitura divertida, aborda o design em geral, mas principalmente objetos do dia-a-dia. Fundamental para quem quer entender os fatores humanos que envolvem design, para entender que temos muitas coisas a levar em consideração, um passo além da ergonomia.

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Design de Interação, Sharp, Preece, Roger.
Bíblia básica da área, um grande manual, um curso – quase – completo, design, pesquisa e avaliação. O único problema do livro é que não trata profundamente de design de serviços, design thinking, mas na área digital ele faz um bom trabalho. Este livro é adotado como bibliografia básica na pós da IEC Puc Minas.

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The Elements of User Experience, Jesse James Garret
Garret tem sua forma particular de organizar as diferentes disciplinas que envolvem a experiência do usuário. Vale a pena ler principalmente os capítulos que ele demonstra os níveis de experiência do usuário, desde o design visual até a estratégia. Este livro é uma boa introdução ao design de interação e experiência focado em web.

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Sketching User Experiences ,Getting The Design Right And The Right Design, Bill Buxton.
Esse livro é adotado como leitura complementar na minha disciplina de prototipação no IEC PUC Minas. Excelente livro, vale a pena para entender como é importante prototipar, além de ter toda explicação muito bem detalhada de como prototipar.

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Experience design, Nathan Shedroff.
Gosto do jeito que o Nathan hierarquiza design mostrando as múltiplas disciplinas que o circundam. O livro é bem livre, cheio de imagens e conteúdo fragmentado, mas você se interessa por esse tipo de pesquisa, vale a pena.

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Não Me Faça Pensar, Steve Krug.
Vou falar desse livro porque muita gente pergunta. Mas o acho básico, limitado e um pouco simplista demais, mas pode ser um começo para quem se interessa em usabilidade. Ou melhor que isso é uma forma de convencer sua chefe a olhar um pouco o lado do usuário, com 1 dia ela lê esse livro.

Essa é minha lista. Qual é a sua? Adicione nos comentários :)

Neste final de semana saiu uma matéria no jornal Estado de Minas sobre design e arte, o resultado da matéria é interessante, e contou com a participação de Rodrigo Moreira, Rigo, Matheus Dias e Marcelo Dante. Andei dando meus pitacos sobre o assunto. Porque a separação entre arte e design?

Aproveito para colocar abaixo minha entrevista na íntegra, já que foi publicado apenas uma parte.

Matéria em PDF

Entrevista na íntegra

Qual sua formação e um brevíssimo currículo de atuação
Sou graduado em Belas Artes, me especializei em pintura ainda na UFMG. Mas sempre trabalhei com design, comecei com design gráfico e fui migrando para a web. Depois de um certo tempo me especializei em Design de Interação pela PUC Minas. Foi quando comecei a me interessar de novo por arte, mas arte interativa dessa vez. Voltei pra UFMG e estou fazendo mestrado na área de Arte e Tecnologia da Imagem. Nesse meio período também acabei me tornando professor na área de design.

Design é diferente de arte? Por que?
A grande diferença entre os dois é que arte é exploração criativa, a maioria das vezes sem cliente definido, ou seja há uma abertura supostamente maior, também dizem que a arte pode não ter um objetivo utilitário tão claro. Design a maioria das vezes se faz para um cliente pré-definido e o objeto em si tem uma funcionalidade inerente, ou seja, ele é algo  utilitário. O problema é que essas definições estão cada vez mais difíceis de se sustentar, já que vários designers possuem trabalhos experimentais e por outro lado sempre há artistas trabalhando para atender pedidos de clientes e até empresas. Por exemplo, há alguns anos atrás poderia se dizer que arte não é algo feito em grande escala, mas a pop arte quebrou com isso faz tempo.

Talvez essas divisões sejam pura e simplesmente uma necessidade de mercado e estratificação cultural e não algo realmente ligado à essência das coisas.

Você conhece algum trabalho de designer ou designer que faça arte enquanto faz design?
Há vários, por exemplo, o Benoit Espínola que veio recentemente a Belo Horizonte dar uma palestra sobre seu trabalho no evento InterFaces. Benoit tem formação na área de Design de Interação, mas trabalha com arte e design. Muitas vezes fica difícil dizer vendo seu portifólio se está diante de arte ou design.

O contrário também acontece, artistas trabalhando com design. No Brasil posso citar a Lygia Pape, artista neoconcreta que ficou bastante tempo afastada da arte por achar o circuito muito elitista. Ela trabalhou como designer gráfica durante bom tempo de sua vida. Coisas memoráveis como as antigas embalagens do biscoito Piraquê e design do filme Deus e o Diabo na Terra do Sol de Glauber Rocha. Lá fora um caso interessante é o grupo Superflex que fez a openbeer.org uma cerveja de código fonte aberto, a receita da cerveja fica no site e quem quiser pode fazer sua Open Beer em casa.

- Qual sua formação e um brevíssimo currículo de atuação
Sou graduado em Belas Artes, me especializei em pintura ainda na UFMG. Mas sempre trabalhei com design, comecei com design gráfico e fui migrando para a web. Depois de um certo tempo me especializei em Design de Interação pela PUC Minas. Foi quando comecei a me interessar de novo por arte, mas arte interativa dessa vez. Voltei pra UFMG e estou fazendo mestrado na área de Arte e Tecnologia da Imagem. Nesse meio período também acabei me tornando professor na área de design.
- Design é diferente de arte? Por que?
A grande diferença entre os dois é que arte é exploração criativa, a maioria das vezes sem cliente definido, ou seja há uma abertura supostamente maior, também dizem que a arte pode não ter um objetivo utilitário tão claro. Design a maioria das vezes se faz para um cliente pré-definido e o objeto em si tem uma funcionalidade inerente, ou seja, ele é algo  utilitário. O problema é que essas definições estão cada vez mais difíceis de se sustentar, já que vários designers possuem trabalhos experimentais e por outro lado sempre há artistas trabalhando para atender pedidos de clientes e até empresas. Por exemplo, há alguns anos atrás poderia se dizer que arte não é algo feito em grande escala, mas a pop arte quebrou com isso faz tempo.
Talvez essas divisões sejam pura e simplesmente uma necessidade de mercado e estratificação cultural e não algo realmente ligado à essência das coisas.
- O que difere design de arte?
Está respondido :)
- Você conhece algum trabalho de designer ou designer que faça arte enquanto faz design?
Há vários, por exemplo, o Benoit Espínola que veio recentemente a Belo Horizonte dar uma palestra sobre seu trabalho no evento InterFaces. Benoit tem formação na área de Design de Interação, mas trabalha com arte e design. Muitas vezes fica difícil dizer vendo seu portifólio (http://portfolio.benoitespinola.com/) se está diante de arte ou design.
O contrário também acontece, artistas trabalhando com design. No Brasil posso citar a Lygia Pape, artista neoconcreta que ficou bastante tempo afastada da arte por achar o circuito muito elitista. Ela trabalhou como designer gráfica durante bom tempo de sua vida. Coisas memoráveis como as antigas embalagens do biscoito Piraquê e design do filme Deus e o Diabo na Terra do Sol de Glauber Rocha. Lá fora um caso interessante é o grupo Superflex que fez a openbeer.org uma cerveja de código fonte aberto, a receita da cerveja fica no site e quem quiser pode fazer sua Open Beer em casa.

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A revista XRDS publicada pela ACM está com uma edição sobre o futuro da interção. Com uma série de textos sobre interfaces tangíveis, interface cérebro-máquina, computação física e computação pervasiva. A revista ainda conta com um perfil do professor Hiroshi Ishii, professor da MIT Media Lab, pioneiro em diversos conceitos desta área.

Coincidência ou não, deixo aqui uma palestra do John Underkoffler da MIT Media Lab, recentemente no TED.

Finalmente a versão final da instalação Poesia Congelada no cento e quatro.

SOBRE POESIA CONGELADA
Marginalia Project

O sujeito que, munido de cubos de gelo, congela sílabas, construindo signos imprecisos.

Em uma proposta imbuída de características lúdicas, Koji Pereira convida o visitante da instalação interativa Poesia Congelada a empreender uma batalha de pequenas proporções contra as regras internas de seu sistema computacional de criação de poesias semi-randômicas. Semi- por ser somente parcial o descontrole do sujeito. Neste jogo, em sua tentativa de sobrepujar a evolução das sílabas – que se sobrepõem umas às outras rapidamente – buscando encerrá-las em signos, o sujeito é por vezes bem sucedido, e em outras ocasiões se vê à mercê de um fluxo sempre constante que dá lugar à imprevisível ocorrência do acaso.

Essa interface efêmera – o gelo que lentamente derrete respondendo ao toque com as mãos e com a superfície de projeção – é a ferramenta com a qual se constróem escrituras; o lugar do erro, da imprecisão, é o mesmo onde se manifesta o acaso . O vir-a-ser-texto que foge ao controle e sutilmente extrapola os limites do vernáculo apresentando ao visitante pequenas poesias de inspiração dadaísta, resultado de sua paradoxal empreitada em que a cada instante se luta contra e a favor deste sistema.

Para o texto completo acesse o site Marginália + lab.

Sensacional, revolucionário… :D

Reactable
Diversas vezes as pessoas me perguntam sobre cursos de design de interação, experiência, arquitetura da informação e usabilidade. Fiz um post sobre cursos um tempo atrás, mas no Brasil ainda são raras as iniciativas.

Quem mora em Belo Horizonte ou se dispõe a ficar um pouco mais de um ano por aqui, tem a oportunidade de fazer uma pós-gradução na Puc Minas. O curso oferecido pela instituição tem uma grade bem completa, com excelentes professores com experiência nacional e internacional, além de é claro ter a qualidade dos cursos da Puc.

Nesta que será a quarta turma, assumirei a disciplina de prototipação. Meu plano de aula, além de incluir prototipação em baixa fidelidade (ex: papel), também inclui prototipação funcional em computação física com as técnicas de software e hardware livre que exploro nos meus experimentos.

Quem se interessar deve correr e se inscrever até o dia 18 de Fevereiro 2010, informações completas no site da IEC-PUC. Aproveite e conheça o site do curso.

Como havia prometido, vou manter aqui alguns relatos do projeto Domus, desta vez resolvi editar um vídeo curto mostrando como foi nossa primeira fase de pesquisa e coleta de padrões de movimento. Nosso propósito nesta fase foi criar um framework para capturar os dados de movimentos usuais em circos, capaz de gerar um log gráfico e com números sobre o posicionamento do Wiimote. Com esses dados gravados no formato WAV em múltiplos canais conseguimos utilizar mais tarde esses dados até para geração de simulações em 3D dos movimento dos atores.

Outro objetivo nesta fase foi identificar nos movimentos dos atores formas mais coerentes e convenientes de se utilizar o wiimote, percebemos que é possível utilizar o wiimote em barras e malabares, sem ter muito problemas com equilíbrio. Por outro lado encontramos barreiras como o pouco alcance do bluetooth, sendo assim necessário a instalação de uma antena capaz de amplificar o sinal bluetooth. Percebemos também que os movimentos mais bruscos são facilmente identificáveis nos gráficos, enquanto os mais constantes geram padrões bem definidos que podem ser utilizados para algoritmos de gestures. Sendo assim, decidimos que os movimentos poderão a princípio ser usados de acordo com sua velocidade, intensidade e gestos específicos também poderão ser utilizados para disparo de samples pré-definidos.

O vídeo abaixo ilustra um pouco como o framework de captura funciona. Ele foi desenvolvido pelo André Veloso em Pure Data e Glovepie, ambos softwares livres muito poderosos. O Gloove Pie se conecta aos controles wiimote e repassa os dados em OSC para o Pure Data que gera os logs em WAV de multipistas.

Já tem um tempo que estou envolvido neste projeto, então resolvi escrever um pouco sobre ele aqui no blog.

Este projeto está sendo desenvolvido porque recebeu o prêmio Interações Estéticas: Residências Artísticas em Pontos de Cultura 2009 da Fundação Nacional de Artes (FUNARTE).

A idéia é criar situações onde movimentos e atitudes dos atores e também do público possam alterar os sons, música do espetáculo. Algo que já fizemos de forma mais simples na performance do Conjunto Vazio no MIP2.

O projeto, porém, não se limita a questões da interatividade. O próprio local do espetáculo é fruto de um outro trabalho de pesquisa com construções de bambu, que são naturalmente mais ecológicas e permitem a construção de ambientes “penetráveis”. Neste caso foi contruído um Domo Geodésico, como na ilustração deste post. Neste domo atores e o público poderão assistir ao espetáculo.

Nossa proposta inicial inclui sensores baseados em arduino, câmeras de visão computacional e controles do wii, como wiimote, nunchuck e wii balance board. O projeto ainda em fase de pesquisa está na coleta de informações. Para isto foi construído um framework que irá coletar dados de movimentação dos atores que posteriormente serão analizados para o desenvolvimento de gestos (gestures) e em varíaveis para alteração de som e iluminação.

No final do projeto será gerado uma documentação livre que poderá servir de referência para construção de espetáculos. Além disso todo código será disponibilizado via licensa GNU/GPL ;)

Neste projeto está envolvida uma grande equipe dirigida pelo Jaime Rodrigues, além de mim e do Marcos Paulo como designers de interação. E do André Veloso como desenvolvedor chefe.