Archive for the ‘Computação física’ Category

Muitas vezes temos problemas na hora de prototipar artefatos que envolvem interação com o mundo físico. Como há a necessidade de se testar antes de produzir alguns estilos de interação, selecionei aqui alguns exemplos de como materializar rapidamente idéias interativas.

Som controlando iluminação no led via arduino e processing. Este foi um projeto que fiz para simular um ambiente onde o barulho gerado pelo público (ex: boate) pode alterar a iluminação.

Lego Mindstorms. Uma alternativa de fácil desenvolvimento para trabalhar com sensores e atuadores.

Teclado vira bateria estilo rock band.

Neste projeto foi utilizada uma tablet wacom e duas canetas (um lado da borracha e um lado da ponta da caneta), os dados X e Y eram coletados por um software que gravava e reproduzia um áudio vinculado à posição.

Multitouch com CCV e caixa de papelão. Taí uma forma de fazer um PAD multitouch com o que você tem aí na sua casa agora mesmo! Tutorial

Projeto realizado no curso de design de interação do instuto Faber Ludens Jogo de Luta com pad do Dance Dance Revolution.

Os computadores pessoais têm envolvido um ambiente de escritório em que você senta em seu traseiro, movendo apenas apenas seus dedos, entrando e recebendo informação censurada pela sua mente alerta. Isso não é sua vida toda, provavelmente nem mesmo a melhor parte. Nós precisamos pensar mais em seu corpo, em servir em mais lugares, e transformar a expressão física em informação.
(O’Sullivan e Igoe, 2004 no livro Physical Computing)

É mais ou menos isso, trabalhamos 8 horas por dia movendo apenas os dedos e o resto das nossas vidas não tem qualquer valor informacional. Mas, estamos prestes a assistir uma nova evolução das interfaces, assim como aconteceu no desenvolvimento das GUI (interface gráfica do usuário), que trocou as antigas e complexas interfaces de linha de comando por metáforas visuais mapeadas no monitor.

Adapted_milgrams_VR-AR_continuum

(Clique para ampliar) Novas interfaces que irão mudar a forma como interagimos com computadores

Por enquanto ainda são modestas as inovações no cotidiano. A realidade aumentada aparece mais como um hype tecnológico, um brinquedo para sites com bonecos em 3D. Porém, dentro de alguns anos a coisa mudará rapidamente e os computadores serão capazes de entender e interpretar o mundo, os objetos e as pessoas. Provavelmente essas mudanças também implicarão em alterações na forma como trabalhamos e convivemos com a tecnologia.

Para ilustrar o peso da mudança que iremos testemunhar em breve deixo um vídeo da Apple sobre o lançamento do Macintosh (sim! o primeiro), naquela altura a Apple estava prestes a lançar um computador que iria definir o que entendemos por interface GUI até os dias de hoje. Estava tudo lá, desktop, janelas, ícones, menus e apontador. Bom e como a Apple sabe como ninguém cooptar a contracultura de Orwell, a déspota em questão era a IBM e sua linha de comando, enfim, assistam…

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Participei ontem de uma oficina no SIANA (Semana Internacional de Artes Digitais e Alternativas) com o artista Julien Gachadoat (em breve vou falar sobre como foi…), criador da obra Gravity. Aproveitei para dar uma olhadinha nas obras e na instalação do artista. O vídeo acima gravei da obra que ficou instalada na fachada do consevatório de música da UFMG. Gravity funciona da seguinte forma, você envia um SMS para um número mostrado na projeção e as palavras aparecem na projeção e caem, rebatendo na arquitetura do prédio. Percebi que Julien antes de instalar a obra desenha o contorno de algumas partes da construção para gerar essa interação.

Desta vez não vou falar de cada obra, mas vou deixar alguns vídeos para quem não puder comparecer ou estiver com muita curiosidade para esperar. As mais bonitas sem dúvida são do Francês Laurent Pernot. Abaixo a obra “The Uncertanty Of Stars”.

Tá valendo muito a pena comparecer no espaço Oi Futuro em Belo Horizonte (Av. Afonso Pena, 4001) e no Palácio das Artes (Av. Afonso Pena, 1537) para conferir as obras. A programação completa está no site do SIANA.

Gravei esse vídeo na minha casa-laboratório ontem à noite. Laser tag é um projeto muito bacana do Graffiti Research Lab, um grupo de graffiti que tem pesquisado formas não convencionais de fazer graffiti. O projeto é feito em Open Frameworks. Legal que o projeto é open source, ou seja o código está aberto para quem quiser trabalhar nele.

Você na sua casa se tem um projetor, uma canetinha laser (dessas de apresentação) e uma webcam pode brincar de grafitar sua parede. Basta baixar o software na página do criador, e seguir as instruções:

  1. Depois de instalado o software no windows ou macos, configure o seu monitor e projetor com a mesma resolução, e configure o projetor para extender sua área de trabalho;
  2. Aperte “f” para ficar com o software em fullscreen;
  3. Aperte “espaço” e na tela da esquerda do computador arraste o contorno para cima da borda da projeção;
    Camera-Alignment
  4. Aperte “espaço” de novo para sumir a borda;
  5. Agora é só configurar o “tracking” para a cor da sua caneta laser e mandar ver nos tags;
  6. ATENÇÃO: A LICENÇA DESSE SOFTWARE NÃO PERMITE USO PARA FINS DE PUBLICIDADE OU PROMOÇÃO.

Recomendações: Use uma câmera com bom framerate, eu usei uma philips SPC900, a mesma que uso para tela multitoque.

Ontem tive a oportunidade de dar uma palestra para pessoas do grupo ALADIM (Alfabetização e Letramento em Ambientes Digitais Interativos Multimodais) e 1maginari0, na UFMG a convite da Marilia Bergamo, minha orientadora no projeto de pós-graduação da PUC. Os dois grupos tem desenvolvido um trabalho muito interessante na área de “novas” interfaces, no caso do ALADIM para educação e do 1maginari0 na exploração da linguagem digital, principalmente voltado para as artes. Fazem parte do grupo estudantes e professores de diversas áreas como Letras, Educação, Belas Artes e Ciências da Computação.

Apresentei o tema da minha (quase pronta) monografia “Além do Mouse e Teclado: Novos Paradigmas de Experiência do Usuário”. A apresentação deu uma geral sobre a evolução das interfaces, desde a revolução das GUIs até às interfaces tangíveis (e graspables). Ficou claro que desde a invenção das GUIs na década de 70 pouco foi alterado em sua essência até hoje, tanto na interface física (mouse, teclado e monitor) como na interface gráfica dos sistemas operacionais. Em seguida demonstrei algumas características das novas interfaces e apresentei uma proposta de framework para avaliação e criação de novas propostas. Ilustrei a palestra com vídeos de exemplos dos meus experimentos e de projetos pelo mundo que tenho publicado aqui no blog. O @vamoss sugeriu de disponibilizar a apresentação, porém em geral só faço apresentação com “figurinhas” e deixo as explicações para serem feitas verbalmente, acho que assim fica mais instigante.

De qualquer forma assim que terminar a mono, vou disponibilizá-la aqui no site. Ok?

Não, essa não é uma maravilha tecnológica retro futurista da Modern Mechanix. Junto com a nova versão 10 (ainda em Beta) do Opera foi lançado o face gestures. Para usar essa maravilha basta uma webcam e começar a fazer careta para navegar.*

Computação física na década de 30 :)

Computação física na década de 30 :)

Li recentemente o livro Designing Gestural Interfaces do Dan Saffer (aquele do Designing Interactions). Uma das coisas que ele coloca como barreira para o design gestual é o fato de você parecer um bobalhão. Fora outros pontos importantes relacionados principalmente à ergonomia. (Eu ainda não testei o Opera Face Gestures, mas se for como no vídeo acho que meu rosto vai ficar doendo depois de um tempo ehehhe.)

De qualquer forma o design gestual ainda é muito incipiente e iniciativas como do Opera são de extrema importância. De certa forma é natural que os movimentos ainda sejam caricatos, pois a visão computacional, tecnologia capaz do reconhecimento de movimentos, ainda está em processo de amadurecimento. Sem dúvida nos próximos anos o que veremos é uma apuração rápida dessas aplicações gestuais.

Caí no 1º de Abril atrasado…

Valeu Diego por avisar :P


Enquanto ficamos aqui boquiabertos(as) com as pesquisas sobre Interfaces Tangíveis coordenado por Hiroshi Ishii e Interfaces Fluídas coordenado por Pattie Maes na MIT Media Lab, resolvi escrever para um estudante da MIT Media Lab para perguntar sobre o curso de mestrado. Não vou revelar o nome, pois o email é pessoal, mas o que posso dizer é que você provavelmente já viu um dos inventos dele por aí. O interessante é que o estudante, atualmente no doutorado, é graduado em Belas Artes, a mesma graduação que fiz :) . Perguntei para ele se a MIT ML era muito voltada para desenvolvedores:

It’s important to have a passion to do something interesting with technology. the programming is not neccessary actually, but it can be helpful. if you have a vision of what you’d like to accomplish there, you should apply. it’s not a good place to be if you want to be guided by your professors, as there is no “curriculum.” it is largely student-guided.
(Grifo meu)

Bem, a MIT ML foge um pouco a regra do resto da MIT que é em sua maioria de engenheiros(as), no admission deles deixam isso claro: “Unlike other programs, departments, and labs at MIT, the Media Lab welcomes and encourages applications from students with varied backgrounds—from art to engineering, music to physics, education to neuroscience.” E reforçam bem que a filosofia de lá é atelier-laborátorio de criação, tendo professores apenas orientando durante todo mestrado ou doutorado.

Para quem não conhece a MIT ela é uma das instituições mais importantes no mundo sobre tecnologia e ciências, passaram por lá pessoas tão importantes e díspares como Bill Gates e Richard Stallman. As inscrições são até 15 de Dezembro, e basicamente pedem um portfolio bacana, e cartas de indicação. E aí vai encarar?

Há um tempo atrás recebi um email indicando o youtube do artista Paulo Nenflidio, olhei rapidamente e guardei nos meus favoritos. Ontem dei uma olhada com calma e descobri que conheci o trabalho dele de perto, quando esteve em residência em BH pelo Museu de Arte da Pampulha. Maior que esta lembrança foi o da campainha que ele instalou na casa onde os residentes moravam ali no Serra, era uma campainha que acionava um berimbau no lugar de um sino. Achei sensacional! Os trabalhos de Paulo têm essa característica, ao mesmo tempo tecnológico, low-tech e com um quê de Brasil. Seus trabalhos já estiveram em destaque em blogs de tecnologia como Gizmodo e Make. Vale a pena dar uma olhadinha. O trabalho do vídeo é um dos mais interessantes e faz parte do Acervo do Centro de Arte Contemporânea de Inhotim. Segue a descrição do trabalho no YouTube:

Teclado Sísmico é um aparelho sonoro, combinação de teclado musical com máquinas de romper concreto. Quando manipulado, produz ondas que vibram o chão ao mesmo tempo que produz sons de ruídos das máquinas. Possui a forma de um bicho de 6 pernas. O teclado é sensível à variação de pressão de forma que quanto mais força for aplicada às teclas, mais forte é a vibração dos marteletes percutindo o chão. Lâmpadas incandescentes acendem com a mesma intensidade em que se apertam as teclas.

Como esperado a Micro$oft acaba de lançar um teaser do que poderá ser a morte do Wii. Project Natal é resultado da compra da empresa que inventou a Z-Cam uma câmera capaz de reconhecer o corpo humano, não apenas nos eixos horizontais e verticais, como também a profundidade (eixo z). O vídeo promete, só resta saber se será assim mesmo, já que a Microsoft é famosa por prometer futuros perfeitos que nunca se realizaram.

Update:

Essa é a versão de controle de computação física da Sony. Não é sem nada como o Project Natal, mas pelo menos tem uma demo menos fake. E a resposta é incrível…