Archive for the ‘Computação física’ Category

Feito ontem aqui em casa com tudo improvisado (ou gambiarrado como diz o Fred), usei a câmera do próprio notebook. Azeite é a caixa, pimenta controla o pitch e cubo é o clap. Girando os objetos sobre a mesa controla-se o BPM ou intensidade. Feito com software livre, Pure Data e Reactivision.

Todos alimentos usados neste vídeo são veganos :)

Experimento sensacional, com projeção holográfica sensível ao toque. A primeira parte é feita com sensores do wii, num tracking de imagem simples, já o segundo utiliza uma técnica mais complexa de sensores à ar.

Aí está o vídeo gravado ontem na minha palestra na Quinta Digital. O Quinta Digital é uma iniciativa muito legal do Alexandre da Bolt de trazer discussões sobre o mundo digital e comunicação, ontem estavam presentes 55 pessoas, um público ótimo para o espaço. Aguardo críticas e sugestões. Lembrando que a Quinta Digital continua, vem aí ainda mais três palestrantes este ano 1 de Outubro Matt Montenegro, 5 de Novembro Simone Nogueira e 3 de Dezembro Luli Radfahrer.

Muita gente fez piada quando soube que uma das grandes novidades do iPhone 3GS era uma bússula embarcada. Bom como estou com um HTC G1, que possui bússula, resolvi escrever um pouco sobre as possibilidades interativas com esse artefato antigo.

A primeira e mais lógica aplicaçāo da bússula é fornecer a orientação em mapas. Quem tem um iPhone 3G e tentou utilizar o GPS sabe o problema que é utilizar o mesmo como ferramenta para se guiar em estradas. O GPS do iPhone 3G fornece apenas uma bolinha no mapa, ou seja, você precisa utilizar uma grande carga congnitiva para comparar sua localizaçāo física com a localização no mapa, e então, tentar descobrir sua orientaçāo. Eu já tive essa experiência junto com Marcos que trabalha comigo em consultorias e com o Julius que também nos deu uma força. Resultado: ficamos perdidos por conta disso.

Bom, mas será que é só isso? Será que a bússula não pode também ser um dispositivo de entrada capaz de promover interações com o mundo físico? Afinal de contas ela fornece dados de orientação, de forma análoga a um acelerômetro, por exemplo.

A resposta é sim, claro! Separei abaixo alguns exemplos legais que utilizam a bússula para interação.


Layar (Android) Layar é um browser de realidade aumentada que é aberto para desenvolvedores criarem novas camadas de mashups, daí o nome Layar. Funciona assim, primeiro o GPS pega sua localização e fornece pontos próximos a sua localização, assim como o Google Maps. A diferença esta no modo de visualização de realidade aumentada, onde a visão é feita pela câmera do celular e com os pontos sobrepostos. A bússula é capaz de interpretar para que direção a câmera está apontada.


Google Street View (Android) Outra aplicação interessante é o Google Street View. Na visualização ao invés de toque ou botōes o usuário aponta e move o celular para baixo e para cima, num uso do acelerômetro em conjunto com a bússula. Um jeito bem mais natural de navegar no Street View.


Nearest Tube é um software simples, assim como o Google Maps, ele aponta pontos onde o usuário quer ir. A diferença neste caso é que a imagem de fundo não é um mapa e sim o vídeo capturado em tempo real pelo IPhone 3GS.


Metal Detector. Achei bem interessante esse uso que deram para a bússula. Não é mentira, eu testei.

Projeto da amiga Vanessa de Michelis e foi apresentado na 6ª Conferência de “Sound and Music Computer” em Portugal. Trata-se de um projeto onde foi gravado uma rota no GPS e no caminho foram captados 4 camadas diferentes de áudio, incluindo barulhos debaixo da água e vibrações. O usuário pode navegar no mapa para frente e para trás, escutando os registros sonoros através de um Wiimote. O resultado final é uma espécie de geografia emocional, onde no lugar de dados estatísticos ficam registrados sons das locações.

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No dia 03/09/2009 às 22:00 vou ministrar uma palestra no evento Quinta Digital. O evento acontecerá no Catado de Idéias, Rua Alves Pinto, 295, Grajaú, Belo Horizonte Mapa no Google Maps. A entrada custa R$30,00.

As primeiras 35 pessoas a se inscreverem, e pagarem, ficam no direito de assistir na sala 01, os outros ficam reservados para a sala 02. Na última palestra que aconteceu no Quinta Digital as inscrições foram encerradas com antecedência, então inscrevam-se já pelo site.

Sobre a palestra:
A partir da invenção das GUIs na década de 70 assitimos uma evolução rápida dos computadores pessoais, eles ficaram mais rápidos, mais robustos, mais baratos e cada vez mais portáteis. Porém, até que ponto esta evolução permitiu mudanças de paradigmas de experiência do usuário e interatividade? Atualmente estamos próximos de uma nova transformação. As interfaces tangíveis (ou graspables, ou multimodais) rompem com limites impostos pela imagem do computador tradicional – cpu, mouse, teclado e monitor – e permitem novos estilos de interação, por vezes mais naturais e divertidos. Conheça essas características e uma proposta de framework para criação e avaliação dessas novas interfaces.

Ainda é um projeto, mas este gadget de estudantes do curso de Interface Tangível da CIID (Copenhagen Institute of Interaction Design) pode ser a balança do futuro. Meet the Food You Eat é uma balança que ao invés de comparar pesos, compara a emissão de carbono para produzir um determinado alimento e a quantidade de árvores necessárias para neutralizar tal emissão. O projeto funciona com um motor servo e identificadores de RFID acoplados em etiquetas nos alimentos.

Muitas vezes temos problemas na hora de prototipar artefatos que envolvem interação com o mundo físico. Como há a necessidade de se testar antes de produzir alguns estilos de interação, selecionei aqui alguns exemplos de como materializar rapidamente idéias interativas.

Som controlando iluminação no led via arduino e processing. Este foi um projeto que fiz para simular um ambiente onde o barulho gerado pelo público (ex: boate) pode alterar a iluminação.

Lego Mindstorms. Uma alternativa de fácil desenvolvimento para trabalhar com sensores e atuadores.

Teclado vira bateria estilo rock band.

Neste projeto foi utilizada uma tablet wacom e duas canetas (um lado da borracha e um lado da ponta da caneta), os dados X e Y eram coletados por um software que gravava e reproduzia um áudio vinculado à posição.

Multitouch com CCV e caixa de papelão. Taí uma forma de fazer um PAD multitouch com o que você tem aí na sua casa agora mesmo! Tutorial

Projeto realizado no curso de design de interação do instuto Faber Ludens Jogo de Luta com pad do Dance Dance Revolution.

Os computadores pessoais têm envolvido um ambiente de escritório em que você senta em seu traseiro, movendo apenas apenas seus dedos, entrando e recebendo informação censurada pela sua mente alerta. Isso não é sua vida toda, provavelmente nem mesmo a melhor parte. Nós precisamos pensar mais em seu corpo, em servir em mais lugares, e transformar a expressão física em informação.
(O’Sullivan e Igoe, 2004 no livro Physical Computing)

É mais ou menos isso, trabalhamos 8 horas por dia movendo apenas os dedos e o resto das nossas vidas não tem qualquer valor informacional. Mas, estamos prestes a assistir uma nova evolução das interfaces, assim como aconteceu no desenvolvimento das GUI (interface gráfica do usuário), que trocou as antigas e complexas interfaces de linha de comando por metáforas visuais mapeadas no monitor.

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(Clique para ampliar) Novas interfaces que irão mudar a forma como interagimos com computadores

Por enquanto ainda são modestas as inovações no cotidiano. A realidade aumentada aparece mais como um hype tecnológico, um brinquedo para sites com bonecos em 3D. Porém, dentro de alguns anos a coisa mudará rapidamente e os computadores serão capazes de entender e interpretar o mundo, os objetos e as pessoas. Provavelmente essas mudanças também implicarão em alterações na forma como trabalhamos e convivemos com a tecnologia.

Para ilustrar o peso da mudança que iremos testemunhar em breve deixo um vídeo da Apple sobre o lançamento do Macintosh (sim! o primeiro), naquela altura a Apple estava prestes a lançar um computador que iria definir o que entendemos por interface GUI até os dias de hoje. Estava tudo lá, desktop, janelas, ícones, menus e apontador. Bom e como a Apple sabe como ninguém cooptar a contracultura de Orwell, a déspota em questão era a IBM e sua linha de comando, enfim, assistam…

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Participei ontem de uma oficina no SIANA (Semana Internacional de Artes Digitais e Alternativas) com o artista Julien Gachadoat (em breve vou falar sobre como foi…), criador da obra Gravity. Aproveitei para dar uma olhadinha nas obras e na instalação do artista. O vídeo acima gravei da obra que ficou instalada na fachada do consevatório de música da UFMG. Gravity funciona da seguinte forma, você envia um SMS para um número mostrado na projeção e as palavras aparecem na projeção e caem, rebatendo na arquitetura do prédio. Percebi que Julien antes de instalar a obra desenha o contorno de algumas partes da construção para gerar essa interação.

Desta vez não vou falar de cada obra, mas vou deixar alguns vídeos para quem não puder comparecer ou estiver com muita curiosidade para esperar. As mais bonitas sem dúvida são do Francês Laurent Pernot. Abaixo a obra “The Uncertanty Of Stars”.

Tá valendo muito a pena comparecer no espaço Oi Futuro em Belo Horizonte (Av. Afonso Pena, 4001) e no Palácio das Artes (Av. Afonso Pena, 1537) para conferir as obras. A programação completa está no site do SIANA.