Archive for the ‘Computação física’ Category

Evento: Aula inaugural
Data: 23/03
Horário: 7h30 às 9h30 (observe que o horário é matutino)
Local: Auditório do IEC / PUC Minas – Praça da Liberdade – 6º andar
Palestra: “Estamos criando interfaces desejáveis ou as pessoas estão mais
aptas a interagir?”
Palestrantes: Ricardo Wagner e Herbert Rafael – Empresa 3bits
Participantes: alunos novatos do curso (4ª oferta), alunos veteranos (3ª
oferta), ex-alunos, professores do curso, convidados e interessados.
Mini-currículo – Ricardo Wagner
Graduado em Tecnologia em Informática pelo Unicentro Newton Paiva e
especialista em Engenharia de Software pela UFMG, atua na área
de multimídia desde 1997. Já atuou em projetos para clientes como Localiza,
Ministério da Previdência Social, V&M, Secretaria de Estado de Planejamento
e Gestão de MG, entre outros. Durante um ano e meio pertenceu à equipe
de usabilidade do laboratório de Engenharia de Software do Departamento de
Ciência da Computação da UFMG – Synergia – e hoje é diretor do
estúdio 3bits.
Mini-currículo – Herbert Rafael
Graduado em Comunicação Social / Publicidade e Propaganda pela Universidade
Federal de Minas Gerais (UFMG) e mestre pelo Media Center of Art and Design
(Mecad) de Barcelona/ESP.
Desde 1997 trabalhou como designer de multimídia em diversas agências como
Lápis Raro, Solution, Ex Nihil e e-mascaró (ESP). Atualmente é diretor de
criação do estúdio 3bits e professor na pós-graduação do
Centro Universitário UNA.
3bits
A 3bits é um estúdio criativo, que tem como objetivo criar interfaces
inteligentes e desejáveis para buscar a melhor maneira de dizer o que os
clientes querem dizer.
O que será apresentado na palestra – resumo
Como o próprio título questiona, estamos criando interfaces desejáveis ou
as pessoas estão mais aptas a interagir? Como o foco na simplicidade está
mudando a maneira do designer criar e das pessoas interagirem.
Os palestrantes apresentarão também os projetos interativos desenvolvidos
pela empresa. Um deles, o Sync/Lost, estará disponível para a interação dos
participantes.
Sync/Lost
O Sync/Lost é uma interface interativa desenvolvida pela 3bits onde,
através de um gráfico, os usuários podem conhecer parte da história da
música eletrônica. A interface possui 5 principais estilos: House, Techno,
Ambient, Breakbeat e Hip Hop e todos os ritmos resultantes com as
influências que cada um teve para se originar.
Com controles de Wii e fones de ouvido individuais os usuários podem
escolher o ritmo e ouvir uma música representativa dele. Ao lado a
interface vai mostrando as músicas que estão sendo tocadas com uma breve
descrição de cada ritmo. O projeto foi desenvolvido em Processing. Mais
detalhes sobre o projeto você pode ver em  www.3bits.net/synclost

Quem já viu o projeto acima sabe o que o pessoal da 3 Bits anda fazendo de mais interessante. O Projeto Sync Lost circulou os melhores blogs de tecnologia e arte digital. Quem quiser conferir ao vivo o projeto terá oportunidade no dia 23 de março em Belo Horizonte, além de entender um pouco a mente desses caras que estão realmente pensando o tempo inteiro em novos estilos de interação.

A palestra “Estamos criando interfaces desejáveis ou as pessoas estão mais aptas a interagir?” é parte da aula inaugural aberta ao público do curso de Design de Interação do IEC-PUC Minas. Curso que darei aula a partir deste semestre.

Vai lá:

Evento: Aula inaugural, gratuita e aberta ao público
Data: 23/03
Horário: 7h30 às 9h30
Local: Auditório do IEC / PUC Minas – Praça da Liberdade – 6º andar
Palestrantes: Ricardo Wagner e Herbert Rafael –  3bits

Já tem um tempo que estou envolvido neste projeto, então resolvi escrever um pouco sobre ele aqui no blog.

Este projeto está sendo desenvolvido porque recebeu o prêmio Interações Estéticas: Residências Artísticas em Pontos de Cultura 2009 da Fundação Nacional de Artes (FUNARTE).

A idéia é criar situações onde movimentos e atitudes dos atores e também do público possam alterar os sons, música do espetáculo. Algo que já fizemos de forma mais simples na performance do Conjunto Vazio no MIP2.

O projeto, porém, não se limita a questões da interatividade. O próprio local do espetáculo é fruto de um outro trabalho de pesquisa com construções de bambu, que são naturalmente mais ecológicas e permitem a construção de ambientes “penetráveis”. Neste caso foi contruído um Domo Geodésico, como na ilustração deste post. Neste domo atores e o público poderão assistir ao espetáculo.

Nossa proposta inicial inclui sensores baseados em arduino, câmeras de visão computacional e controles do wii, como wiimote, nunchuck e wii balance board. O projeto ainda em fase de pesquisa está na coleta de informações. Para isto foi construído um framework que irá coletar dados de movimentação dos atores que posteriormente serão analizados para o desenvolvimento de gestos (gestures) e em varíaveis para alteração de som e iluminação.

No final do projeto será gerado uma documentação livre que poderá servir de referência para construção de espetáculos. Além disso todo código será disponibilizado via licensa GNU/GPL ;)

Neste projeto está envolvida uma grande equipe dirigida pelo Jaime Rodrigues, além de mim e do Marcos Paulo como designers de interação. E do André Veloso como desenvolvedor chefe.

A junção de agências, produtoras, designers e desenvolvedores gerou este resultado incrível. Uma projeção 3D interativa gigante, onde o público pode interagir em duas telas e uma mesa multitoque.

Provavelmente você já viu algum vídeo sobre projeção em 3D. Estas são projeções em altíssima resolução feitas para locais específicos, elas se aproveitam da ilusão da perspectiva para dar a impressão de que prédios estão se movendo, ou algo passando por dentro deles. Nestas projeções os detalhes arquitetônicos são desenhados no vídeo formando máscaras dentro do vídeo. Abaixo um exemplo fantástico e não interativo de 3D projection. Vídeo descoberto pelo amigo André Veloso.

Feito ontem aqui em casa com tudo improvisado (ou gambiarrado como diz o Fred), usei a câmera do próprio notebook. Azeite é a caixa, pimenta controla o pitch e cubo é o clap. Girando os objetos sobre a mesa controla-se o BPM ou intensidade. Feito com software livre, Pure Data e Reactivision.

Todos alimentos usados neste vídeo são veganos :)

Experimento sensacional, com projeção holográfica sensível ao toque. A primeira parte é feita com sensores do wii, num tracking de imagem simples, já o segundo utiliza uma técnica mais complexa de sensores à ar.

Aí está o vídeo gravado ontem na minha palestra na Quinta Digital. O Quinta Digital é uma iniciativa muito legal do Alexandre da Bolt de trazer discussões sobre o mundo digital e comunicação, ontem estavam presentes 55 pessoas, um público ótimo para o espaço. Aguardo críticas e sugestões. Lembrando que a Quinta Digital continua, vem aí ainda mais três palestrantes este ano 1 de Outubro Matt Montenegro, 5 de Novembro Simone Nogueira e 3 de Dezembro Luli Radfahrer.

Muita gente fez piada quando soube que uma das grandes novidades do iPhone 3GS era uma bússula embarcada. Bom como estou com um HTC G1, que possui bússula, resolvi escrever um pouco sobre as possibilidades interativas com esse artefato antigo.

A primeira e mais lógica aplicaçāo da bússula é fornecer a orientação em mapas. Quem tem um iPhone 3G e tentou utilizar o GPS sabe o problema que é utilizar o mesmo como ferramenta para se guiar em estradas. O GPS do iPhone 3G fornece apenas uma bolinha no mapa, ou seja, você precisa utilizar uma grande carga congnitiva para comparar sua localizaçāo física com a localização no mapa, e então, tentar descobrir sua orientaçāo. Eu já tive essa experiência junto com Marcos que trabalha comigo em consultorias e com o Julius que também nos deu uma força. Resultado: ficamos perdidos por conta disso.

Bom, mas será que é só isso? Será que a bússula não pode também ser um dispositivo de entrada capaz de promover interações com o mundo físico? Afinal de contas ela fornece dados de orientação, de forma análoga a um acelerômetro, por exemplo.

A resposta é sim, claro! Separei abaixo alguns exemplos legais que utilizam a bússula para interação.


Layar (Android) Layar é um browser de realidade aumentada que é aberto para desenvolvedores criarem novas camadas de mashups, daí o nome Layar. Funciona assim, primeiro o GPS pega sua localização e fornece pontos próximos a sua localização, assim como o Google Maps. A diferença esta no modo de visualização de realidade aumentada, onde a visão é feita pela câmera do celular e com os pontos sobrepostos. A bússula é capaz de interpretar para que direção a câmera está apontada.


Google Street View (Android) Outra aplicação interessante é o Google Street View. Na visualização ao invés de toque ou botōes o usuário aponta e move o celular para baixo e para cima, num uso do acelerômetro em conjunto com a bússula. Um jeito bem mais natural de navegar no Street View.


Nearest Tube é um software simples, assim como o Google Maps, ele aponta pontos onde o usuário quer ir. A diferença neste caso é que a imagem de fundo não é um mapa e sim o vídeo capturado em tempo real pelo IPhone 3GS.


Metal Detector. Achei bem interessante esse uso que deram para a bússula. Não é mentira, eu testei.

Projeto da amiga Vanessa de Michelis e foi apresentado na 6ª Conferência de “Sound and Music Computer” em Portugal. Trata-se de um projeto onde foi gravado uma rota no GPS e no caminho foram captados 4 camadas diferentes de áudio, incluindo barulhos debaixo da água e vibrações. O usuário pode navegar no mapa para frente e para trás, escutando os registros sonoros através de um Wiimote. O resultado final é uma espécie de geografia emocional, onde no lugar de dados estatísticos ficam registrados sons das locações.

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No dia 03/09/2009 às 22:00 vou ministrar uma palestra no evento Quinta Digital. O evento acontecerá no Catado de Idéias, Rua Alves Pinto, 295, Grajaú, Belo Horizonte Mapa no Google Maps. A entrada custa R$30,00.

As primeiras 35 pessoas a se inscreverem, e pagarem, ficam no direito de assistir na sala 01, os outros ficam reservados para a sala 02. Na última palestra que aconteceu no Quinta Digital as inscrições foram encerradas com antecedência, então inscrevam-se já pelo site.

Sobre a palestra:
A partir da invenção das GUIs na década de 70 assitimos uma evolução rápida dos computadores pessoais, eles ficaram mais rápidos, mais robustos, mais baratos e cada vez mais portáteis. Porém, até que ponto esta evolução permitiu mudanças de paradigmas de experiência do usuário e interatividade? Atualmente estamos próximos de uma nova transformação. As interfaces tangíveis (ou graspables, ou multimodais) rompem com limites impostos pela imagem do computador tradicional – cpu, mouse, teclado e monitor – e permitem novos estilos de interação, por vezes mais naturais e divertidos. Conheça essas características e uma proposta de framework para criação e avaliação dessas novas interfaces.

Ainda é um projeto, mas este gadget de estudantes do curso de Interface Tangível da CIID (Copenhagen Institute of Interaction Design) pode ser a balança do futuro. Meet the Food You Eat é uma balança que ao invés de comparar pesos, compara a emissão de carbono para produzir um determinado alimento e a quantidade de árvores necessárias para neutralizar tal emissão. O projeto funciona com um motor servo e identificadores de RFID acoplados em etiquetas nos alimentos.