O grafite e a pixação são manifestações gráficas bem presentes na vida urbana e cada vez mais os meios de se criar grafite vão se aprimorando. Experiências com tecnologia estão acontecendo o tempo inteiro com essas linguagens. O primeiro trabalho que vi nesse sentido foi do Institute for Applied Autonomy em 2001, do vídeo acima. Impressiona o projeto, e mais ainda a época em que foi desenvolvido. O Street Writer é um robozinho que servia como uma impressora matricial, mas que depois foi adaptado para carros, uma maneira rápida de grafitar áreas enormes!
Hoje já existem grupos especializados nesse tipo de pesquisa: robótica, realidade aumentada, interfaces tangíveis e um monte de outras tecnologias. Um desses grupos é o Graffiti Research Lab (o site brasileiro deles está aqui), dos criadores do Laser Tag. Laser Tag é um projeto aberto, que já demonstrei aqui no blog. Outro grupo bem provocador é o F.A.T. (Free Art and Technology) que tem trabalhado com mashups de plataformas web. Uma das iniciativas mais legais é GML (Grafitti Markup Language), uma linguagem de marcação baseada em XML, que permite gravar em formato texto dados de desenho, tempo de execução e gestos para reprodução de desenhos ou escrita em diversos aplicativos que suportam a linguagem. Os grafites criados nessa linguagem podem figurar também no site 000000book.com , uma espécie de banco de dados com grafites do mundo inteiro.
Um pesquisador, dessa vez independente, que tem feito coisas interessantes nesse sentido é o Benjamin Gaulon, conhecido como Recyclism. Abaixo um projeto bem interessante dele, o Printball, uma impressora robô que usa balas de paintball para criar um efeito bem interessante de grafite e pixação (nesse caso ele ainda se utilizou do eyewriter, grafite com os olhos para criar o projeto):
E pra fechar um vídeo bem legal sobre pixação em São Paulo, foi uma tentativa de explicar a pixação para estrangeiros. Vale a pena!
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