O novo paradigma: o ábaco
Quando uma pessoa digita um texto ou clica em um ícone numa GUI (pense no Windows, Linux ou MacOS como exemplo), instruções são repassadas para o computador. O computador por sua vez responde a estes estímulos de entrada através dos dispositivos de saída, como monitores e caixas de áudio. É através dos dispositivos de saída que o computador informa e solicita ações para o usuário, por exemplo o monitor é utilizado para mostrar um aviso de erro para que o usuário corrija o mesmo.
Ulmer e Ishii apontam que em interfaces tangíveis, por outro lado, não há distinção entre o dispositivo de entrada e de saída. Na mesma tradição do ábaco, ferramenta de cálculo originário da Mesopotâmia, “o ábaco não faz distinção entre a ‘entrada’ e ’saída’. Ao invés de varetas, esferas e moldura o ábaco serve como uma representação física manipulável de operações e valores numéricos abstratos.”
Nos próximos anos – e cada dia vejo mais e mais patentes sendo registradas – veremos a explosão das interfaces inspiradas no ábaco, as TUIs (Tangible User Interfaces). Em outros termos, não adianta mudar o hardware para o multitoque ou tangível e manter os mesmos paradigmas de interação, por exemplo, podemos não precisar mais de barras de rolagem ou de menus dropdown. Voltamos à Mesopotâmia
Categorias: Interfaces tangíveis



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